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UFG inaugura infraestrutura com tecnologia Nvidia Enterprise para projetos de IA

Iniciativa usará Nvidia DGX A100 em projetos de automação de textos jurídicos, sintetização de voz artificial e reconhecimento de fala

A Universidade Federal de Goiás (UFG) inaugura, nesta quinta-feira (21), uma nova infraestrutura de tecnologia focada em executar projetos de IA para pesquisa e projetos industriais. A nova infraestrutura, iniciativa do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), uma unidade Embrapii, inclui a aquisição da Nvidia DGX A100, sistema universal para todas as cargas de trabalho de IA.

O CEIA será a primeira instituição na América Latina a adquirir o DGX A100 com 80 GB de memória, o servidor IA mais rápido do mundo, segundo comunicado das organizações. O novo equipamento Nvidia Enterprise será auxiliar com projetos de automação de textos jurídicos, sintetização de voz artificial e reconhecimento de fala. Cerca de 20Tb de dados deverão ser processados no equipamento por mês.

A iniciativa do CEIA, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação (Embrapii), conta com investimento de R$ 1,4 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás com associação a recursos da Procuradoria Geral do Estado de Goiás, que desenvolve projetos de inovação com o CEIA.

"Atualmente é difícil imaginar fazer IA de ponta sem o uso de GPUs potentes e modernas como a Nvidia A100. Nós temos vários projetos que estavam aguardando a chegada deste equipamento", disse Anderson da Silva Soares, coordenador do CEIA da UFG e Diretor do curso de Redação de IA na UFG. "A DGX será utilizado 24 horas por dia, 365 dias por ano. Foi instalado com toda a sua capacidade até meados de 2023. Esperamos processar algo em torno de 20Tb de dados por mês".

De acordo com o CEIA e a Nvidia, a instituição incluir ainda outras ferramentas da divisão Nvidia Enterprise para aprimorar a infraestrutura.

De acordo com o comunicado, o investimento aplicado no equipamento DGX-A100 da Nvidia deve ter um retorno rápido. Contratos que arrecadaram um valor superior ao que foi aplicado já foram fechados e a UFG estima que até a final de 2022 o retorno será recorde. Em comparação, o equipamento anterior adquirido pela universidade, em 2017, um DGX-1, trouxe um retorno direto de cerca de oito vezes do valor investido.

"O Brasil como um todo se beneficiário muito desse avanço tecnológico. Os alunos, pesquisadores e cientistas de dados poderão exercer suas pesquisas de forma prática e muito mais eficiente. Ao mesmo tempo, as empresas têm a possibilidade de se tornarem mais competitivas no mercado, já que contam com profissionais melhores e podem criar projetos de inovação avançada", complementa o coordenador do CEIA.


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